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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Carnaval pra mim


foto GL
Bem, o carnaval aconteceu ontem na minha vida. Tive a mesma sensação que tenho todos os anos, alegria e encantamento. Me emociono quando a escola passa, se liberasse chorava o desfile inteiro…não sei porque, aperta o peito e as lágrimas vem, não posso falar…e aquele ritmo intenso soando avassaladoramente por cima de mim, talvez algo como fazer um tubo em Nazaré numa onda de trinta andares, deve ser igual…riso e choro, tudo junto, uma fotografia de vc sorrindo e as lágrimas escorrendo, é isso o desfile das escolas de samba pra mim… emoção pura, é infantil, adolescente e senil, tudo junto. É lúdico e luxúria, inocente e pornográfico, é uma coisa…se eu gostei? Nossa…eu amo.
Hoje continua, vou ver pela Tv, não tenho a simplicidade de ir pra arquibancada e assitir, não sei porque…talvez porque não vá sozinho, não sei…lembro que Carmela assistiu o desfile na arquibancada comigo quando estava grávida de 7 meses…hoje acho uma loucura, naquela vez era absolutamente normal, achava que os fluídos contaminariam o bebê que já nasceria uma foliã, ahhh os homens…não sabem de nada…enquanto eu curto o Carnaval ela vai ver Hitchcock no cinema abaixo de 5 graus. Eu fervo e ela gela…nada feito. O que eu sou, sou eu e mais nada.
É o Segundo dia, tem Mangueira, Beija Flor e isso não é pouco…mas ontem teve entre outras a Mocidade, teve a Unidos da Tijuca e o Salgueiro, só essas três já valeram…mas a bateria da Mocidade não vai sair da minha cabeça nunca mais, o que eles fizeram naquela avenida ontem prá contar precisaria de uma noite inteira, contar toda a história das baterias, dizer das diferenças entre elas só perceptíveis a quem acompanha e ouve percebendo o que está se passando, falar de quantos ensaios foram necessários para chegar a fazer naquilo que fizeram, dos mestres ancestrais que construíram a bateria nota 10, do que é paradinha, e o que é o paradão…do repique, do repinique, do pandeiro e do tamborim, da marcação, do bumbo, dos mestres de bateria e suas artes, vou ter muito pra contar se eu quiser revelar o que aconteceu ontem ali, na minha frente quando a bateria chegou em frente aos jurados que estavam do outro lado em frente ao setor 9 onde eu estava…aconteceu uma coisa ali e eu juro que nunca tinha ouvido e visto nada igual…a bateria parou, a escola segurou o samba, eu arrepio agora ao contar, toda a avenida arrepiou, deu medo que atravessassem, mas nada, o repinique entrou, mas entrou de uma maneira tão atordoantemente veloz e preciso, puxando o ritmo e andamento sozinho, com velocidade e força, por alguns segundos eternos, uma destreza mágica, e a poderosa, com aproximadamente 400 integrantes, ouvindo o chamamento do repenique, entrou com o peso da onda de Nazaré, e caiu tudo, quebrou, e as arquibancadas tremeram, todo povo se levantou, todos urravam como num gol, um gozo geral! Uma coisa I na cre di tá vel…e tudo se juntou como se estivesse colado pra sempre, vozes, o canto, a música, a bateria, tudo junto no compasso vibrando, todo mundo dançando, levantava defunto…o cemitério estremeceu…lá vem a bateria da Mocidade Independente, não existe mais quente, não existe mais quente…!!!
11 fev2013

sexta-feira, 2 de março de 2012

Paradona ou paredão?

pintura Gonçalo Ivo

  • A paradona foi um paredão.

    Se a bateria é o coração da escola, porque 
    silenciá-la? Depois de um black out, quando as luzes retornam é natural a 
    emoção, provocar isso artificialmente é pegadinha. Foi frustrante de
    repente deixar de ouvir a bateria da Mangueira, e que bateria!!!! Talvez a
    mais especial.
    Queria mais bateria, muito mais bateria...mas como a Mangueira é nossa,
    viva a Mangueira sempre.
    Mas silenciar a bateria? Criar o paredão!?? Francamente...
    há 2 segundos · 
  • Gil Lopes Escola de Samba é enredo, ritmo e evolução...
                                                                                                                      e tudo mais...Escola de Samba é bateria!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Passista da Mangueira

Sambódromo 2012 - Rio
Foi na ala de passistas da Mangueira, isso é como jogar na Seleção Brasileira de 70. Quando a Escola entrou eu estava com a bandeira na mão, lembrei meu pai que amava a Mangueira mesmo quando dirigia a Vila Isabel, lembrei minha avó sentada na arquibancada de madeira da av. Presidente Vargas, a gente passava e a cumprimentava lá em cima, ela ia assistir a Mangueira, a Mangueira do Delegado, do Cartola, da bateria, da Gigi que quando desfilava meu pai e o povo gritavam: "Gigi!! Gigi!! Gigi!! Eu a amava porque era linda e seu nome era quase o meu... pois foi na Mangueira que eu a vi e lembrei da Gigi, e ela samba mais até que a Gigi, foi um escândalo... muito linda, mas muito mesmo, e dançando de uma maneira... eu quase a chamei, mas... sabe quando a voz não sai, fica apertada, ela estava tão deslumbrantemente linda, mas tanto, que minha voz, pobre de mim, nem saiu... da beira do alambrado fiquei bobo a vendo passar, e a vi numa ala só de lindas, ela vinha na minha direção, com uma roupa linda, e dançou, rodou a saia longa, dançou de um jeito tão... gente, fiquei emocionado... eu só podia agradecer aquele momento.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

memória Carnaval 1979

Sugar Loaf- foto Teresa Eugênia